quinta-feira, 26 de julho de 2018

Uma análise da noite

Ninguém, obviamente, pensa de forma igual. Já em muitos textos referi que cada pessoa é uma caixinha cheia de tudo e mais alguma coisa. Mas, há um pensamento que penso que se assemelha a muita gente. Pelo menos, comigo é assim.

Tenho um pensamento bastante genuíno e trabalhado em relação ao cair da noite, observem: Há alguns tempos sentei-me diante da janela enquanto fumava um cigarro, e comecei a analisar o que sentia ao longo de cada instante, no qual o tempo passava. Quando o sol se pôs senti uma verdadeira nascente de pensamentos positivos e vontade de querer fazer algo de bom, algo novo, algo que nunca tivesse experienciado.

Porém, após o sol se pôr, e aquando a noite caía comecei a sentir uma mágoa vinda do nada, senti a felicidade a fugir-me por entre os dedos das mãos, sem entender o porquê.

Apercebi-me que sou feliz de dia. E sou feliz à noite. Sou feliz em qualquer altura do dia, mas... Eu sei, eu sei, é confuso, tentarei explicar-me da melhor forma.

Apercebi-me que o cair da noite, para mim, representa uma fuga enorme de coisas boas, é à noite que me torno mais pensativo, é à noite que questiono mais, é à noite que me pergunto: "Sou capaz?", e é de dia em que tenho a coragem necessária para me dizer a mim mesmo "Sou capaz!". Sim, é confuso.. Mas é o que sinto... Sou confuso

Superação de uma de muitas etapas

Sempre tive o hábito de transmitir para a escrita aquilo que sentia no momento. Tentava de forma simples transmitir tudo aquilo que perdurava na minha cabeça no momento, porque, sempre achei que a magia da escrita estivesse nisso mesmo. Hoje? Hoje só sinto cansaço. Nada de negatividade, apenas superação.

Senti algo a despertar em mim, como se um chamamento, uma mão a puxar-me para a luz, (não, não a luz que, de forma intertextual em que adaptamos um sentido melancólico e medonho), não, a luz da positividade. Hoje? Hoje passei por aqui para digitar umas quantas palavras e dizer que.. Há sempre forma de superarmos todo e qualquer que seja o obstáculo imposto na nossa vida.

Hoje? Hoje passei por aqui para transmitir positividade.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

365 dias ou 8760 horas, como preferires

Não sei, não me perguntes. Aliás, nem sequer te saberia responder, mesmo que perguntasses. Passou um ano, passaram 365 dias, passaram 8760 horas, é como tu preferires. 

Após teres apanhado esse comboio que te transportou para um mundo alternativo ao nosso, acho que tudo ficou um pouco mais escuro, sabes? Tudo foi perdendo a cor aos poucos. Eras a cor que preenchia a tela que é este local em que habito. Sempre foi um privilégio poder orgulhar-te.

Nos teus olhos eu sentia vivacidade, e orgulho de tudo o que vivias e que outrora tinhas construído.

Melancólica é esta saudade que sinto do teu cheiro, da tua presença, dos teus conselhos sábios, da tua voz carinhosa, do teu saber estar, da tua calma e pacificidade, de ti.

Não foste a mera representação de uma simples figura paternal, foste muito mais, foste tudo isso e mais alguma coisa, foste força, foco e fé, tudo isso, num só.

Sinto-te presente, mas não te sinto, e pelas palavras desabafo ofegante, aliviando o que vou sentindo. 
Prometo-te, com todas as minhas forças que te vou orgulhar, quer passem 365, 730, 1460, quer passem os dias, que passem, eu vou-te orgulhar.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Anjos da guarda

Mãe, Pai. Como agradecer a Deus por me ter abonado de forma tão rica, ao colocar-vos na minha vida? Acho que todos os beijos, todos os abraços, acho que nada disso será gratificante o suficiente para vos agradecer por tudo o que fizeram e fazem constantemente por mim.

Não sei descrever este sentimento incandescente que perpetua dentro de mim, dia após dia, hora após hora, momento após momento. Vocês representam a formulação de felicidade para mim, o sangue que me corre nas veias, o sentido de vida. Em mim permanece cada lição que por vós, me foi entregue, e, de cada uma dessas lições retiro um sentido próprio e imortal para repassar da mesma forma aos vossos futuros netos, e que Deus queira, bis-netos, tris..... Oh, quem me dera.

Em mim, prontifico estas lições ao longo de cada caminhada, e, talvez um dia sinta o orgulho e preocupações que vocês sentem em relação aos vossos filhos, porém, por agora, a única coisa que posso por vocês é fazer de vocês orgulhosos, a cada passo dado.

Nunca será suficiente, mas também nunca será de mais agradecer-vos: Obrigado.

André Brás

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Encontrei-me! Ops. Perdi-me novamente.

Já repararam que decifrar o que alguém está a pensar, só por si já é uma tarefa incodificável? Durante toda a minha vida me questionei. Sou um pensador nato, e quando digo, nato, utilizo o sentido literal da palavra: “nato”;  Sinto que fui feito para isto: Pensar. Surge dentro de mim uma eloquência de pensamentos, sejam eles positivos ou negativos, surgem como a tão esperada fase sazonal animalesca. É certo o acontecimento. Acreditem quando vos digo, poderia escrever um prédio de 5 andares com pensamentos refutados de todas as perspetivas, incandescentemente abalroados pela contradição dos meus 5 sentidos.


Um constante problema bem presente no nosso quotidiano, é, e será sempre a nossa tentativa em vão de decifrar algo ou alguém, quando ainda nem a nós nos conseguimos decifrar. Porquê? Tendemos em cair nesta circunstancial armadilha imposta pela vida, que nos leva a tumultos que friccionam a nossa vivência, momento após momento. Quem és tu? Já te questionaste? O que fazes por aqui? Eu já me questionei.


Questiono a cada dia que passa, questiono cada passo dado, cada momento exclamante. Serei só físico? Existirá algo mais do que isto? Imponho estas questões sem sucesso constantemente, em busca de respostas oportunas que façam valer esta constante curiosidade obscena que vive dentro de mim.
Dúvidas essas que surgem numa corrente fluente, de recordações, que emergem no leito da nossa morte, e que, de forma enaltecedora nos abrem caminhos para respostas que procurámos grande parte da nossa vida. Questiona-te, faz-te bem.

Amor perplexo

Nunca nos imaginamos numa situação casual no que toca a este tão referenciado assunto, que é o amor. Pensando a fundo, é possível entender que tendemos sempre a ter uma imaginação frutificante, achando que será tudo como uma mera cena clichê de filme, um género de titanic “dos olivais”. Tendemos sempre a percecionar inconscientemente uma ação indubitável, achando que qualquer ato tomado pela nossa pessoa será sempre correto, pois, perseguindo a máxima do amor, toda e qualquer a circunstância que seja, à qual a ação foi tomada, será sempre correta. Erramos, e erramos fortemente.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Posts mais visualizados